DR. AGOSTINHO NETO
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1922/1977 |
Bem vindo ao blog não oficial do Batalhão de Caçadores 2911/CCS um espaço para partilha de notícias, fotos, recordações e histórias relacionadas com o mesmo. Este Batalhão foi uma força militar formada no Reg. de Infantaria nr.2, em Abrantes, onde lhe foi ministrada a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional (I.A.O.), composto pelas Companhias de Comandos e Serviços e de Caçadores 2696/2697/2698, para prestar serviço no Leste de Angola, distrito da Lunda, entre Abr/70 e Jun/72.
DR. AGOSTINHO NETO
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1922/1977 |
MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS ESTÁTUAS
Habituamo-nos, durante a a nossa permanência a ver o busto que homenageava Henrique de Carvalho, no jardim junto ao Palácio do Governador. Hoje, logicamente, tal já não se justifica. Assim, no mesmo local, procederam à sua substituição pelo do Dr. .Agostinho Neto, personalidade de grande relevo na república angolana.
ZONA MILITAR DE SAURIMO
O pequeno vídeo que se segue é da portaria da Zona Militar de Saurimo. Embora no mesmo não se veja o nosso quartel, o mesmo deverá fazer parte da mesma. Não é possível a aproximação a estranhos, por isso não houve hipótese de mais pormenores.
Nos seus muros pode-se ler o seguinte:
" EXÉRCITO - FIRME PERANTE OS DESAFIOS DO FUTURO, PRESERVANDO A VIDA E A FAMÍLIA REDUZINDO OS ÓBITOS POR CAUSAS EVITÁVEIS"
MESSE DOS OFICIAIS
Este era o local onde estavam instalados os Oficiais militares que se encontravam na cidade, não só da nossa Companhia, mas também de todos os Pelotões independentes, mas adidos à mesma. Também por lá se encontravam as esposas de alguns, que os acompanhavam na sua missão. As suas refeições eram feitas no mesmo local Para isso, além da sala para o efeito, estava servida de cozinha e de pessoal habilitado para a confeção das mesmas. Para o bom funcionamento e sua organização, todos os meses havia um responsável, eleito entre os residentes, por uma escala rotativa. A foto que se apresenta, é de uma das gerências do Alferes Vitor Amaral, reunido com o pessoal que colaborou consigo num período da sua responsabilidade, convivendo num almoço de reconhecimento pelos bons serviços que lhe prestaram. Pelo que consta a ementa foi de "arromba", sendo o prato principal Leitão à Moda da Bairrada, bem regado por um bom vinho, que me parece, pelas garrafas, ser GATÃO. Das entradas e sobremesa nada se sabe. Pela cara dos presentes tudo correu bem, Quem os consegue identificar?
ARQUIDIOCESE DE SAURIMO
Em 10 de Agosto de 1975 foi criada a Diocese de Saurimo. do rito Romano, sendo elevada a Arquidiocese em 12 de Abril de 2011. É composta por cinco paróquias e tem ao seu serviço dezoito sacerdotes. A sua Sé Catedral é a igreja do nosso tempo e honra Nossa Senhora da Assunção.
A foto, que se apresenta, onde se poderá ver a mesma iluminada, foi-nos enviada pelo Brito (Ex Fur) e tirada por um seu familiar que visitou a cidade recentemente.
CINE CHICAPA
Esta sala de espetaculos foi inaugurada durante a nossa permanência em Henrique de Carvalho. No decorrer da guerra cívil angolana ficou muito danificado, entretanto recuperado e presentemente encontra-se em ótimas condições. A foto que se apresenta é muito recente, aliás nela se poderá ver, num dos cartazes, a apresentação de um programa de Natal.
Esta foto foi enviada pelo ex-Furriel Brito e foi tirada por um seu familiar, que esteve em Saurimo em visita.
DESFILE - ABRANTES
O dia 23 de Abril de 1970 foi dedicado à entrega do Guião ao nosso Batalhão , cerimónia a que assistiu o Comandante da 2ª Região Militar, o qual fez uma breve alocução. Usaram também da palavra o Comandante do RI 2 e o nosso Comandante. Seguiu-se a celebração de uma missa e a benção do referido Guião. Terminou com o desfile conforme demonstra a foto. Na mesma vê-se o Alferes Amaral a comandar o seu Pelotão e em primeiro plano o Sargento Costa.
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27 DE ABRIL DE 1972
Nesta data comemoramos dois anos do nosso embarque para terras da Lunda, por isso foi considerado um dia especial. Realizaram-se vários eventos, entre os quais um jogo de futebol-salão entre os Oficiais. A foto é de uma das equipes. Na mesma podemos ver alguns que até hoje não tínhamos conseguido qualquer registo fotográfico da época; casos do Capelão, do Capitão Fernandes, do Tenente Ferreira, do Médico Santos Coelho e do Alferes Rocha.
N:B.- O Capitão com a bola bem agarrada não é para dizer que é um grande goleador, mas, sim, para tapar um buraco que a camisola tinha.
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De pé: Ferreira (Tenente) - Cendão (Capelão) - Silveira (Alf. Pel,Morteiros) e Santos Coelho (Médico). em Baixo: Rocha (Alf) - Fernandes (Capitão) e Vitor Amaral (Alf) (Foto enviada por Vitor Amaral) |
FOTOS DE HENRIQUE DE CARVALHO
As fotos são de dois estabelecimentos da cidade do período que por lá nos encontramos. O Hotel Central, único na cidade, e da Papelaria Joarte. Eram bem conhecidos de todos nós, pois ficavam na rua principal, onde havia a maior parte do comércio. Pelo estado da rua, ainda em terra, as mesmas foram tiradas nos primeiros tempos da nossa permanência.
(Fotos enviadas por Vitor Amaral (Ex Alf)
PASSAR O TEMPO LIVRE
Uma das formas de passarmos os nossos tempos livres era a assistir
a manifestações desportivas. A foto é de um desses momentos e mostra-nos a atenção com que todos tinham, menos um, ao que se passava dentro das quatro linhas. Reconhecemos, na mesma, entre outros os Alferes Pimentel e Amaral, os Furriéis Frutuoso e Monteiro, todos na fila de cima, bem como o Castro, o Correia, o Zé Henriques e o Luciano, na fila de baixo.
PELOTÃO RE RECONHECIMENTO E INFORMAÇAO
Todos os Pelotões tinham os seus craques na modalidades de futebol-salão, o de Reconhecimento e Informação, não fugia à regra, fazendo-se representar em vários torneios com uma equipa. A foto em baixo é uma com que se apresentou, talvez, num desses eventos:
PARA RECORDAR
BERLIET: Bem conhecidos entre nós, principalmente para os nossos Condutores e Mecânicos, a seguir apresentamos uma breve resenha histórica sobre os mesmos:
A Berliet Gazelle foi a resposta
francesa aos camiões GMC, Morris, Austin, e outros, que datando da Guerra
Mundial ainda equipavam a maioria das forças armadas europeias nos anos
50/60.
Numa altura em que muitos destes
países estavam envolvidos em conflitos nas suas colónias (a França na Guerra
da Argélia, a Bélgica no Congo, e Portugal em plena Guerra Colonial), a
necessidade de um veículo de transporte pesado, polivalente, e todo o terreno
era grande.
Os técnicos da Berliet desenharam
um veículo relativamente simples de produzir, robusto e de fácil manutenção,
capaz de operar com fiabilidade nos terrenos e climas mais extremos.
Em 1962, Metalúrgica Duarte Ferreira estabelece
um acordo com a Berliet para montar sob licença no Tramagal sete
modelos comerciais de várias gamas e capacidade de carga: o GAK, o GBK, o GLC,
o GCK, o TBK, o TCK e o TFK. A produção começa em Fevereiro
de 1964 e, no outono desse ano, a Berliet faz a primeira demonstração de um
camião para o Exército, levando ao campo de tiro de Alcochete o seu modelo
GBC-8 4x4 KT. Logo depois surge uma encomenda para 450 camiões militares
GBC-8 KT 4x4, satisfeita entre junho de 1965 e fevereiro de 1966. Os camiões Berliet
Tramagal, como ficam conhecidos, passam a ser usados nas três frentes da:
Guerra Colonial: em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau. Em
1968, a Berliet e a Metalúrgica Duarte Ferreira começaram a desenvolver um
camião mais simples, especialmente adaptado às necessidades do Exército. A
viatura é ligeiramente mais curta e possui uma frente da viatura simplificada e
com ângulos mais direitos, com aberturas laterais no compartimento do motor
para facilitar a sua ventilação e evitar o sobreaquecimento nas condições
difíceis de África. O motor é agora um M420/30X a gasóleo com 135 cavalos de
potência.
Num espaço de dez anos, entre 1964 e
1974, a linha de montagem do Tramagal entregou um total de 3.549 veículos táticos pesados Berliet-Tramagal às Forças Armadas portuguesas, repartidos por
três modelos: 1.670 camiões GBC da versão 4x4 e outros 972 da versão 6x6 e 907
exemplares GBA 6x6. Em 1976 são vendidas 134 viaturas a Angola e, três
anos depois, outras 120.
ANTÓNIO BARATA - ANALISTA DE ÁGUAS
Este nosso camarada encontra-se a viver nas Ilhas Jersey, o que o tem impossibilitado de estar presente nos nossos Almoços-Convívio. No entanto, não deixa, através deste BLOG, de estar a par dos mesmos. Os seus contactos têm sido frequentes por mensagens, e nas mesmas deixa transparecer a satisfação que sente em ter pertencido, pela imposição a que todos fomos sujeitos, à nossa Companhia e ter granjeado amigos que não mais se esquecem. Por este motivo, na sua última comunicação informa que quer estar presente no próximo Convívio, pedindo para ser avisado com a devida antecedência, o que iremos fazer. Será para todos nós uma satisfação a sua presença.
Face à sua grande ligação a todos nós, por deferência dos organizadores, enviamos-lhe um crachá comemorativo dos 50 anos do nosso regresso, igual a que todos os presentes receberam no almoço de Almeirim. Ficou sensibilizado e agradecido. Na sua resposta enviou-nos uma foto de um quadro que mandou fazer com o símbolo do nosso Batalhão, que a seguir se publica.
FALECEU A D.MANUELA ESMERIZ
Aconteceu o que a "LEI DA VIDA" tem para com todos os seres deste mundo. Tivemos conhecimento que a Exmª. Senhora D. Maria Manuela Esmeriz, esposa do nosso Comandante, faleceu. O seu funeral realiza-se hoje, dia 15, pelas 11 horas, encontrando-se o seu corpo na Igreja do Foco, que se situa bem perto da Avenida da Boavista, no Porto, onde serão realizadas as cerimónias fúnebres.
Desta Senhora, que resistiu até aos 97 anos, e que a todos nós, principalmente aos da CCS do Batalhão, muito diz, muito teríamos que dizer. Lembremo-nos da sua presença, em grande parte do tempo da nossa comissão, junto de nós, acompanhando-nos em muitos dos nossos momentos de lazer: festas, comemorações e até assistindo a algumas manifestações desportivas. Senhora de uma educação esmerada, teve sempre um bom trato com todos os militares, sem olhar aos seus postos. Deu a todos sempre bons conselhos quando lhe eram pedidos e interferiu favoravelmente em situações menos agradáveis para alguns de nós. Um dos benefícios que tivemos, após a sua chegada, foi o tratamento que passamos a ter, derivado do desanuviamento do ambiente que até aí se vivia. A nível da população civil também teve trabalho prestigioso, pois fez parte de organizações em prol da mesma.
Esteve presente em alguns dos nossos almoços-convívios anuais, considerando-se como fazendo parte de um pouco de todos nós. Todos nós lhe reconhecemos a amizade que sempre nos dispensou.
A todos os seus familiares e amigos, principalmente à sua digníssima filha, que também esteve connosco em Henrique de Carvalho, apresentamos, neste momento triste, as nossas sinceras condolências.
PAZ À SUA ALMA
30º ALMOÇO - CONVÍVIO DA CCS/BAT. CAC 2911
Conforme estava previsto, e depois de dois anos de interregno, pelos motivos conhecidos, realizou-se, no dia 09 de Julho, o nosso Almoço-Convívio, que além da confraternização habitual, serviu para comemorarmos os cinquenta anos do nosso regresso, após o cumprimento do dever que nos impuseram.
Os nossos amigos e camaradas Catalino e Afonso, chamaram a si a organização do evento, e com toda a sua dedicação e canseira tudo fizeram para que o mesmo fosse um êxito. A eles o nosso reconhecimento e obrigado. Estiveram presentes 66 (sessenta e seis) convivas, dos quais 27 (vinte e sete) ex-militares, que se deslocaram de todo o país, desde o Alto-Minho ao Algarve. Nota-se que os seus acompanhantes estavam em número superior, familiares e amigos, o que demostra que todos estão imbuídos do espírito que tal confraternização pretende atingir: que as amizades que se criaram em tempos difíceis se fortifiquem para lá de todas as vicissitudes das nossas vidas. No fundo muitos deles já estavam connosco naqueles tempos.
Como normalmente acontece, este almoço serviu para se recordar os tempos passados, contar "histórias" vividas e enfatiza-las à moda de cada um..... Houve muita animação; cantou-se, dançou-se, ao som da musica dos acordeões de três dos presentes: do Avelino, do sobrinho do Afonso e sua esposa. Com o passar das horas cada um começou a fazer as despedidas, com a promessa que para o próximo ano estaremos, novamente, juntos para novo convívio.
18 DE JUNHO
Este dia é um dos memoráveis das nossas vidas. Foi nesta data, no já longínquo ano de 1972, que regressamos de Angola, depois de por lá termos estado cerca de 26 meses, a cumprir parte do serviço militar obrigatório. Foi um dia feliz para todos nós. Não só regressamos como, na prática, deixamos de ser militares. E, assim, já se passaram CINQUENTA ANOS.
No próximo dia 09 de Julho, no nosso almoço convívio, vamos poder, mais uma vez, recordar o tempo que estivemos juntos a cumprir a mesma missão.
Aos ainda presentes, que são a maioria, UM FORTE ABRAÇO DE AMIZADE, aos ausentes A NOSSA HOMENAGEM E O NOSSO RESPEITO.
ALMOÇO CONVÍVIO 2022
A organização do nosso convívio deste ano está em marcha, os contactos já foram efetuados e os nossos camaradas Catalino e Afonso, seus organizadores, estão a aguardar a confirmação de todos os interessados em estarem presentes no mesmo. O tempo começa a escassear, e para que tudo possa ser tratado com a devida ponderação, solicita-se a todos que têm a disponibilidade e interesse em estar presente que façam a respetiva inscrição o mais breve possível.
AS INSCRIÇÕES PODERÃO SER FEITAS TELEFÓNICAMENTE OU POR MENSAGEM, UTILIZANDO OS SEGUINTES NRS.
AFONSO 968 709 165
CATALINO 918 145 896
27 DE ABRIL DE 1970
Esta é uma data que para todos nós tem um significado muito especial. Hoje, cinquenta e dois já se passaram. Éramos uns jovens a quem tiraram dois anos de vida, além do tempo que já nos tinham tirado, no período que tínhamos cumprido na Metrópole. Éramos de facto uns meninos, pela nossa idade, num tempo diferente do atual, mas já uns homens pelas responsabilidades que assumíamos; uns casados e até com filhos, outros comprometidos com outras situações, mas todos com horizontes e sonhos nos seus imaginários. Não nos deixaram viver a nossa vida, como queríamos, obrigando-nos a ir defender valores, que não o seriam de todos. Dispuseram de nós a seu belo prazer. Hoje todos pudemos fazer, friamente, o balanço desses dois anos e tirarmos as nossas conclusões. Essas poderão variar, conforme o acharmos em consonância com a nossa consciência. Mas uma coisa é certa, a nossa juventude foi abalada, e em todos nós deixou marcas que nunca mais esqueceremos.
Para os que ainda por aqui andam, o nosso abraço de amizade. Esta foi, talvez, a única coisa boa que esse tempo nos deu.
Tivemos conhecimento do falecimento da D. Maria Conceição Martins, pessoa conhecida pela maioria de nós, pois esteve presente em todos, ou na maioria, dos nossos Almoços-Convívio. A sua presença era justificada pelo acompanhamento que fazia ao seu marido, o nosso camarada JERÓNIMO, Condutor Auto-Rodas. Pela sua disponibilidade em participar nos nossos momentos em que vincamos a amizade que nos une, temos que considerar que também era uma das nossas. A sua simplicidade e simpatia granjeou a amizade e consideração de todos nós. Paz à sua alma.
Ao Jerónimo, enviamos-lhe um grande abraço de solidariedade, extensivo aos seus filhos, a toda a sua família e amigos.
Na próxima Quarta-Feira, dia 13, por iniciativa do nosso camarada Raúl, vai ser rezada uma missa, em sufrágio da sua alma, na Igreja de Leça da Palmeira.
Em seguimento à publicação anterior, sobre o nosso Almoço-Convívio deste ano, com o qual aproveitamos para comemorar as Bodas de Ouro do nosso regresso, informa-se que o mesmo está marcado para o dia 09 de JULHO. Irá realizar-se na cidade de Almeirim, no RESTAURANTE "O FORNO", que fica situado junto da Praça de Touros, onde existem dois Parques de Estacionamento. Este Restaurante já é nosso conhecido, pelo menos de muitos, pois já lá realizamos um almoço-convívio, em 1993, cuja organização foi dos nossos camaradas Domingos Martins, que reside nessa cidade, e pelo Zé Henriques.
O Catalino e o Afonso estão com muito entusiasmo para que seja um êxito este nosso reencontro, após a paragem a que nos vimos forçados. Para tal todos nós devemos colaborar, pelo menos com as nossas presenças. Eles disso são merecedores.
Brevemente serão dados mais pormenores do evento.
1972 / 2022
O espaço de tempo entre estes dois anos significa que já passaram CINQUENTA após o nosso regresso da missão que cumprimos, em Angola. Como foi instituído a tal período de tempo o título de BODAS DE OURO, é uma data sempre especial e que normalmente é comemorada.
Nos últimos anos, dado ao problema que, ainda, passamos, os nossos almoços-convívio anuais não se realizaram. No presente, dada a situação estar mais calma, se não praticamente ultrapassada, e pela data que comemoramos, talvez, e se para isso houver adesão, seria um bom motivo para nos voltarmos a reunir.
Os nosso camaradas e amigos CATALINO e AFONSO, que se tinham proposto a organizar o convívio a seguir, ao último que realizamos, continuam dispostos a levar o mesmo avante. Mas, como, o tempo começa a escassear, em consonância com as datas que temos vindo a realizar os mesmos, só darão andamento se tiverem a garantia de um número de presentes que justifique o mesmo.
FACE AO EXPOSTO, GOSTARÍAMOS QUE TODOS PENSASSEM NO ASSUNTO E NOS TRANSMITISSEM A SUA OPINIÃO
PARA RECORDAR E COMPARAR
As fotos mostram-nos alguns pormenores da atual cidade de SAURIMO. Ainda, com pouco esforço das nossas memórias, poderemos relembrar como a mesma era aquando da nossa chegada. Certo que durante a nossa permanência sofreu muitas alterações, tornando-a mais agradável. Porém, face ao que a seguir vemos, é fácil de concluir que presentemente nada tem a ver com a que deixamos, no entanto as infraestruturas já lá estavam.
Os CTT - Correios de Portugal estão a pedir a devolução da insígnia de antigo combatente das Forças Armadas Portuguesas enviada em duplicado, por engano, a 10.000 pessoas.
Em causa esteve um "erro de etiquetagem" dos CTT, contratados pela Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional (SGMDN) em 2021 "para efetuarem os serviços de envelopagem, preparação do envio e expedição, via serviço postal, de insígnias do antigo combatente", confirmaram ao SAPO24 a empresa e o ministério.
A insígnia, "símbolo identitário" da condição de antigo combatente, criado pelo estatuto aprovado em 2020, foi enviada por correio entre o final do ano passado e o início deste ano, juntamente com uma carta assinada pela secretária de Estado dos Recursos Humanos e Ex-Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, e "representa também o agradecimento e reconhecimento da nação" pelo "sacrifício pessoal e familiar nos teatros em que serviu e combateu" cada um destes homens e mulheres.
O lapso "no processo interno de produção/distribuição" das primeiras 10.000 cartas foi detetado e assumido pelos CTT que, de acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional, "manifestaram formalmente" a sua disposição para o acionar "os mecanismos de compensação dos custos financeiros apurados, designadamente através do contrato em vigor".
Os CTT - Correios de Portugal, "em articulação com a SGMDN", enviaram uma carta a cada um dos 10.000 antigos combatentes a lamentar o erro e a solicitar a devolução da insígnia e da carta recebida em duplicado, processo que se encontra em curso.
Até ao momento, de acordo com o Ministério da Defesa, "foram devolvidas ao ponto de envelopagem dos CTT cerca de 4.000 insígnias". De acordo com as instruções dos Correios de Portugal, a insígnia e a carta recebidas em duplicado podem ser devolvidas à SGMDN ou entregues em qualquer loja ou posto da rede CTT.
FALECEU O MONTEIRO (SAPADOR)
Tivemos, hoje, conhecimento do falecimento do nosso camarada JOAQUIM LOPES MONTEIRO, número mecanográfico 12382169. Tinha especialidade de Sapador e o posto de 1º. Cabo. Era natural do distrito de Castelo Branco. O triste acontecimento ocorreu nos meados do mês de Janeiro. Esteve presente em alguns almoços-convívio que realizamos.
O Monteiro, como era conhecido, deixa-nos a saudade de alguém que nos acompanhou durante um período que marcou as nossas vidas. Sobre o mesmo não é difícil falar, pois sempre foi um amigo de todos nós e cumpridor de todas as tarefas que lhe foram atribuídas. Todos estes predicados contribuíram para que granjeasse a amizade e o respeito de todos nós.
À sua esposa e restantes familiares, bem como a todos os seus amigos apresentamos as nossas sinceras condolências.
(Nota: Por não temos qualquer sua fotografia, pedimos a quem tenha uma, o favor de nos enviar a mesma, para podermos dar melhor relevo a esta notícia)