quinta-feira, 31 de março de 2016


AMÁLIA RODRIGUES





Esta SENHORA, aclamada em todo o mundo e conhecida como a voz de Portugal, vendeu mais 30 milhões de discos. Passou por Henrique de Carvalho, na altura em que lá nos encontrávamos, dando um espectáculo no Cine Chicapa, ao qual tivemos a oportunidade de assistir, ou de a ouvir no exterior. A seguir mostramos uma preciosidade para quem a tem, um bilhete que deu acesso a essa atuação.  





Foto de José Bexiga

quarta-feira, 30 de março de 2016


27 - ABRIL - 1972


Xavier e Akay

Xavier - Martins e Akay




O AKAY

O Akay


Os cães são considerados  como os melhores amigos do homem. São sociáveis,  por isso, tornam-se  uma ótima companhia para os mesmos.

O exemplar que vemos na foto, foi merecedor das palavras atrás citadas, mas também pela sua dedicação àqueles que durante um período de tempo o tiveram ao seu cuidado. Foi oferecido ao Sérgio Xavier, que o levou para as instalações dos Sargentos, ficando como uma espécie de mascote dos mesmos. Batizaram-no com o nome AKAY, sugerido, talvez, pelo Jorge Monteiro (Furriel) por este ter um gravador de música, ainda de fita, desta prestigiada marca de aparelhos musicais.  

Entretanto, praticamente, só obedecia e respeitava o Xavier e o Domingos Martins (Furriel) acompanhando-os sempre que para isso era convidado, inclusive, até, em Operações Militares em que participavam. Nunca se separava deles e durante a noite dormia ao seu lado, sempre vigilante, um autentica sentinela.

Pelas suas características era muito admirado, ao ponto de durante uma Operação, numa zanzala, os seus habitantes o quererem comprar, oferecendo um cabrito como paga. Claro que tal não foi aceite.

Era um animal, senhor do seu nariz, com personalidade própria, não dando confiança a desconhecidos. Certa vez, perante um estranho, por sinal polícia, deixou bem claro tudo o atrás dito: tentou o dito agente, ciente da sua autoridade, fazer-lhe festas; foi-lhe recomendado para não o fazer, não acatou o aviso, insistiu, e como prémio levou uma ferradela. A ele só os donos lhe punham a mão.

No final da comissão tentaram trazê-lo para a Metrópole, não o tendo conseguido deixaram-no à guarda do José Manuel Valente (Furriel Vaguemestre) que ficou a residir em Luanda, ficando este de o tratar tão bem como o era anteriormente.

Ficaram aqui algumas lembranças de um animal que todos nós nos habituamos a ver pela parada e por quem nutriamos simpatia, e que aos seus donos deixou saudades.

segunda-feira, 28 de março de 2016


27 DE ABRIL DE 1972

Fazia dois anos, nesta data, que embarcamos, em Lisboa, para cumprirmos a missão que nos incumbiram. Para se comemorar a mesma este dia foi meio feriado no quartel. Assim, entre outras actividades houve várias manifestações desportivas. A classe de Sargentos fez a sua parte e organizou um desafio de futebol, entre os do Batalhão (CCS e Companhia 2696) e os Sargentos que estavam adidos ao Batalhão. O jogo foi bem disputado, pairando durante o mesmo a incerteza quanto ao vencedor, mas no final ficou vincada a superior classe dos nossos, com o resultado a cifrar-se em 4-2. Em baixo foto dessa formação.
O Silveira, o Carvalhoso, o Mourão e o Carvalho eram os elementos que pertenciam à Companhia 2696, que à data se encontrava a prestar serviço no nosso quartel.

 Em cima: César Martins; Silveira; Carvalhoso; Mourão; Teixeira e Carvalho
Em Baixo: Barata; Domingos Martins; Xavier, Frutuoso e Malvarez
O mascote é o cão Akay

PELOTÃO DE SAPADORES

Foto de uma confraternização na arrecadação dos Sapadores. Ao fundo vê-se o Alferes António Rocha e os Furriéis Sérgio Xavier e Domingos Martins. Dos postos abaixo dos indicados, Cabos e Soldados, faltam alguns, dos presentes é-me difícil identifica-los a todos. Por tal motivo, agradeço a colaboração de quem o consiga, para poder mencionar os seus nomes.


Pelotão de Sapadores (parte)

domingo, 27 de março de 2016






UMA HISTÓRIA    "UM INIGMA"


Estavamos nos finais do mês de Dezembro, próximos do final do ano de 1970, e o pessoal das Transmissões, Criptos não incluídos, mas incluindo os Radiomontadores, resolveram organizar um jantar para comemorarem tal acontecimento. O mesmo seria efetuado nas oficinas de rádio. A ementa, entre outras iguarias, tinha como prato principal Cabrito assado. Para que tal fosse realizável todos contribuíram com uma verba para as despesas, das quais a mais importante e valiosa seria a do dito animal. A sua compra, bicho vivo, seria feita no mercado local, mais propriamente num kimbo. Assim, num Domingo à tarde, com o dinheiro no bolso, partiu uma delegação, dois ou três dos convivas, para efetuar tal compra.

Ao fim da tarde, já noite, chegaram, deram a notícia da concretização do negócio, que até tinha sido bom e que o animal estava recolhido numas pocilgas que se localizavam atrás das casernas, e ali ficaria até o seu abate. Tudo certo até aqui.

No dia seguinte, para lá se dirigiram aqueles que ainda não tinham visto o animal, e alguns já a imaginarem a parte que lhes iria calhar em sorte na hora do repasto…. Mas aqui nada bateu certo. Perante a admiração geral, incluindo a dos compradores, do cabrito nem rasto!!!!!! Aqui levantaram-se dúvidas: ou o animal fugiu ou foi roubado. Procurou-se pelo quartel e proximidades mas não o vimos, nem ninguém também nos soube dar qualquer informação.

Face ao sucedido, e perante grande desilusão, amealhamos mais uns cobres e modificou-se a ementa, que passou a ser Frango, pois também era animal, que se encomendou no Restaurante Cubata. À hora marcada lá se realizou o convívio, que esteve um pouco confuso, pois a situação não era para menos. Comer frango a pensar no cabrito era algo que não encaixava muito bem. Mas lá se comeu e bebeu e o jantar não deixou de ser agradável.

Com tudo já calmo, aconteceu algo inesperado: apareceu um “Cripto” com um pires na mão, com algo que ou eram caroços de azeitona ou amendoins, e à distancia e em tom jocoso, dizendo vocês pagaram o cabrito e nós é que o comemos e aqui estão as sua caganitas. Tudo isto foi tomado como uma provocação e logo se gerou um conflito, com copos pelo ar, tentativas de agressões, insultos, palavrões, etc. etc. . Mas tudo acabou por serenar.

Conclusão: Passados estes anos todos a dúvida persiste: O cabrito fugiu? Foi roubado? Ou será que nunca existiu? Na altura esta hipótese não se pôs, pois não se punha em causa a honestidade dos intervenientes, mas hoje à distância……...Se tal aconteceu o golpe foi bem dado e só quem o deu poderá esclarecer as dúvidas aqui levantadas.






ISTO FOI O QUE ACONTECEU AO NOSSO CABRITO: DESAPARECEU 

FUTEBOL SALÃO

Equipa que representou o Batalhão num torneio organizado por civis.


De pé Xavier, Zé Henriques e Amaral
Em Baixo: "Pop" e Cunha

sábado, 26 de março de 2016


FURRIÉIS DA NOSSA COMPANHIA

Fotos enviadas pelo Sérgio Xavier


Amândio Sousa - Sérgio Xavier e Domingos Martins (Sapadores)
Francisco Miranda (Rec.Inf.) e Sérgio Xavier

Sérgio Xavier e Jorge Monteiro (Rad. Mont.)

sexta-feira, 25 de março de 2016


SEMPRE EM FORMA!!!!!!!!!!!!

(Será que ela queria fugir?)

24 de Maio de 1970


PASSAGEM DE ANO  1970/1971

Em primeiro plano está o Henrique de Jesus Lopes, das Transmissões, nunca compareceu nos nossos convívios, está imigrado, mas já estabeleceu contactos com o Raúl, sinal que não nos esqueceu. Tudo de bom para ele,   
Fome?? Não... só a comemorar a passagem do ano




É SEMPRE ÚTIL SABERMOS

Com ajuda sempre consegui - 24/Maio/1970


LUNDA SUL      (Foi por aqui que andamos)


A Lunda Sul é uma Província de Angola, que se divide atualmente em quatro municípios que são: DALA, KAKOLO, MUKONDA E SAURIMO sendo neste que está implantada a sua capital. Encontra-se situada numa zona planáltica, caraterizada por relevos que atingem uma cota de 1000 metros.

Resultado de imagem para GOVERNO REGIONAL DE SAURIMO
Governo Provincial da Lunda Sul

A sua área é superior a 77.000Km quadrados. Deve o seu nome à divisão, verificada em 1978, da antiga Província da Lunda, passando a duas a denominarem-se NORTE E SUL. Encontra-se a 1.040Km de Luanda.

A sua população ronda os 520.000 habitantes e é constituida maioritariamente pela étnia Luanda-Tchowe. Outros grupos étnicos são os Bangalas, os Xinge, os Luvales, os M'bundas e os Balubas. O dialeto mais falado é o Tchowe. Este povo tem uma fabulosa riqueza etnográfica. A sua escola escultórica é das mais importantes de África.
No âmbito da cultura, existem vários grupos de danças, centros recreativos, agrupamentos musicais, grupos de teatro, assim, como monumentos de arquitetura civil, religiosa, e sítios históricos. 



Economicamente tem na extração dos diamantes a sua atividade principal, mas a extração do ferro e do manganês também tem um valor considerável.
A agricultura é de subsistência, cultiva-se a mandioca, o milho, o arroz, a ginguba,a batata-doce e o inhame. O abacaxi é uma das produções mais importantes.

Na natureza predominam as florestas densas, sempre verdes, não deixando de existir savanas arborizadas e florestas secas. Nas mesmas a sua fauna e flora são bastante diversificadas; habitam, por lá, elefantes, hipopótamos, leões, jacarés, crocodilos, onças, gatos bravos, águias, cegonhas e uma variedade enorme de répteis, entre outros.

Os seus rios principais são: o Mombo, o Luachi, o Chicapa, o Luachime, o Chiumbe e o Cassai que nasce no Alto do Chicapa a uma altura de 1300m..

Como pontos de interesse para visitar existem as Quedas do Luachim, as Queda do Rio Luavi, as Quedas do Chicapa, as Quedas de Samussanda, e a Lagoa do Luari (a 8km de Saurimo) que possui águas navegáveis e é rica em pesca.













As Festas da Cidade de Saurimo realizam-se no dia 28 de Março.

O clima da região é tropical, as temperaturas variam entre os 22º e os 34º.

Chega-se a Saurimo através do seu Aeroporto, que recebe aviões de pequeno e grande portes. Por via rodoviária, para quem se desloca de Luanda, o acesso faz-se passando pela cidade de Malange.




(Fonte consultada: Welcome to angola)