sexta-feira, 17 de junho de 2016


ALMOÇO CONVÍVIO 2016

Em pleno Alto Minho, em Viana do Castelo, "Cidade que: Quem Gosta Vem. Quem Ama fica", conforme o combinado no almoço de 2015, realizou-se o 26º Almoço-Convívio  da CCS do nosso Batalhão. O evento foi organizado pelo nosso camarada Sérgio Xavier, e teve de sua parte grande dedicação e entusiasmo.

A concentração aconteceu junto à igreja da Senhora da Agonia e por volta das 10H00 começou a chegar o pessoal. Após os cumprimentos da praxe, como sempre, começou-se a pôr as conversas em dia, ou mesmo  recuando-se uns anos e falar-se dos tempos que passamos juntos.

Estiveram presente 94 convivas, sendo 40 militares e os restantes seus familiares e convidados. Como sempre notou-se a falta de alguém, uns que, por motivos vários, comunicaram que não podiam estar presentes e outros por situações menos agradáveis, e que tinham confirmado a sua presença, casos: do Armindo e do Zé Henriques. Só nos resta desejar a ambos uma rápida recuperação. No entanto, tivemos pela primeira vez em convívios o Costa, do SPM.

Seguidamente, dirigimos-nos para a igreja de S. Domingos onde foi celebrada missa comemorativa pelo Padre Castro, auxiliado pelo nosso camarada Raul, que com as suas sábias palavras fez ver a todos os presentes  o quanto representa o perdão para quem o pratica. 

Após o final da missa rumamos para a Quinta da Presa, onde foi servido o almoço. Antes do mesmo guardou-se um minuto de silêncio, ao toque de clarim, como homenagem a todos aqueles que já partiram. Comeu-se, bebeu-se, conversou-se e toda a gente se divertiu, num autentico ambiente que se pode considerar familiar. Para que a animação ainda fosse maior, fomos surpreendidos por elementos do Rancho Folclórico da Meadela, que com o seu repertório, autenticamente minhoto, conseguiram galvanizar todos os presentes. E foi vê-los a dançar "Viras" e outras "modinhas" próprias para estas situações.

Passou-se ao tradicional corte do Bolo comemorativo e brindou-se com espumante. 

Para finalizar a todos foi entregue um saco com várias lembranças, destacando-se, entre elas, um azulejo comemorativo deste encontro. 

Ficou resolvido que o próximo convívio, em 2017, será na cidade de Leiria e o seu organizador será o Domingues.

Enfim, serviu este convívio, como todos os anteriores, para alimentar  a amizade que existiu entre todos nós nos tempos difíceis que passamos juntos, tornando-a, assim, cada vez mais forte.

Para recordação apresenta-se a seguir fotos do encontro.




















































sábado, 4 de junho de 2016


UNIMOG

Este tipo de veículo é bem conhecido de todos aqueles que prestaram serviço militar, principalmente os que estiveram em comissão no antigo Ultramar Português.

O Unimog, foi um projeto da Daimler-Benz, surgiu na Alemanha como um veículo agrícola, já depois da Segunda Grande Guerra e só era vendido internamente. Só passados uns anos, após o levantamento da interdição imposta pelos países Aliados no pós-guerra, é que começou a ser comercializado fora daquele país.
Unimog 

Pelas suas características e facilidade de circulação em todos os terrenos começou a ser utilizado pelos exércitos de muitos países. Em Portugal, na guerra do Ultramar, desempenhou funções importantes.  

Há dois tipos, os modelos 411 e o 404 este maior que o primeiro, mas ambos eram autênticos "burros de carga". Serviam para todo o tipo de serviços: transportar comida, correio, feridos e até transporte de tropas. Em Portugal havia uma versão específica que se chamou UNIMOG 411.115, sem quaisquer luxos, bastante rústico, incluindo em alguns casos um guincho mecânico frontal. Quando transportava militares a sua lotação na carga era de dez homens, cinco de cada lado, costas com costas, o  que permitia a detecção de movimentos nas proximidades. Quando surgia algum perigo, os tripulantes não tinham qualquer protecção e tinham de saltar o mais rápido possível para o chão.

Por todas as suas características foi batizado como "Burro do Mato", sendo a viatura ideal para circular nas picadas cheias de buracos e em terrenos atolados de lama, pois a sua tração às quatro rodas resolvia todos os problemas. Em muitos casos era utilizado para rebocar outros veículos.


Fonte: (Blogtt Clube Douroxtreme)

quinta-feira, 2 de junho de 2016


PARTILHA

A foto mostra-nos que algum dos presentes recebeu uma encomenda, com certeza vinda da Metrópole, e o seu destinatário não se coibiu de a partilhar com os seus camaradas presentes. Estes são os momentos que demonstram a amizade e o bom convívio que se vivia em tempos bem difíceis para todos nós.
O conteúdo da encomenda devia ser muito bom, nem sequer houve tempo de o levar para a mesa, pois foi degustado logo após a abertura da caixa que o transportou.


Barata, Luciano, Chilala, Centeio e Antunes

terça-feira, 31 de maio de 2016



AEROGRAMAS


Foto de HO Reys Tony Reys.


O aerograma é uma carta que se expede por via aérea. Todos nós, militares expedicionários e as nossas famílias muitas vezes os usamos. Um simples papel fino e desdobrável servia para transportar notícias, alegrias, amor, tristezas e até lágrimas de quem neles escrevia. Havia-os de duas cores: amarelos para quem os escrevia do ultramar para a metrópole e azuis para o inverso. Para os militares eram gratuitos e para os civis custavam entre os vinte e os trinta centavos. As Forças Armadas face ao elevado tráfego que existiu com o transporte dessas missivas e à dificuldade dos meios dos CTT chegar a todas as zonas militares, decidiu organizar um serviço para o efeito, criando o SPM (Serviço Postal Militar), com postos em zonas estratégicas.

A todas unidades militares era atribuído um número de S:PM,, que era o seu endereço postal. O nosso, como todos ainda se lembram, era o 1566. No nosso quartel havia um Posto que tratava de todo o encaminhamento da correspondência recebida e expedida, também da de outras unidades a quem servia. Desse serviço estavam encarregues o 1º Sargento Morais, o 1º. Cabo Armindo e o Soldado Costa, a quem todos pediam para serem céleres na hora da distribuição das cartas quando da chegada das mesmas.  



segunda-feira, 30 de maio de 2016


BICICLETA GAMA ALTA

Com este título recebi, enviada pelo António Ascenção, (ex Furriel da 206) a foto em que está montado numa bicicleta. Ele costumava-a usar para se deslocar nas rondas que efectuava à central eléctrica. Porém tem um dúvida: a quem é que a mesma pertencia?  a ele? porque a usava, ou ao colectivo?. Sabe, sem qualquer dúvida que o seu valor de compra foi de 20$00, angolares. Caso alguém tenha mais dados sobre este veículo de duas rodas, pede para que informem.

A bicicleta e o António Ascenção

domingo, 29 de maio de 2016


O PÃO - (O NOSSO FABRICO)


Usado como símbolo de vida e do trabalho, o pão é um bem importante em todas as culturas, tendo, até, um significado importante em muitas religiões. Supõe-se que surgiu há mais de 12.000 anos com a cultura do trigo. No entanto só passados alguns milhares de anos é que começou a ser cozido em fornos de barro, pelos egípcios.

O pão só chegou à Europa no ano de 250 a.C., e passou a ser um dos principais alimentos da Roma Antiga. Com a expansão do seu Império, chegou, assim, a grande parte da Europa.

Nós, em Henrique de Carvalho, a partir de determinada altura, passamos a ter fabrico próprio de pão. Para o efeito foi construído um forno, suponho pelo nosso pessoal, que era aquecido a lenha, o da foto, (que foi enviada pelo António Ascenção ex Furriel Mil. da Comp. 206), e com o saber da arte de padeiro do nosso camarada SEBASTIÃO e a ajuda de outros tornamos-nos auto-suficientes na área da panificação.

Já agora: Quem não gosta de pão? e se for quentinho? e ser for barrado com manteiga!!!!!!!!!!!!! 

O Forno e o Ascenção a ver se estava tudo em ordem

   Foto. António Ascenção
   Fonte consultada: Net - Invivo/br




P.S. - Entretanto recebemos o seguinte comentário, enviado pelo Sérgio Xavier, sobre 
o forno

Quem esteve á frente dos trabalhos na montagem do forno foi o Domingos Martins e acho eu que pessoal que o montou na maioria para não dizer na totalidade foram os sapadores  eu lembro-me que antes de começar a laborar em pleno caiu duas ou três vezes para não dizer mais e nós na messe estávamos sempre a entrar na brincadeira  (principalmente o Jorge) com o Martins dizendo que  ele o que queria era manter as obras para não sair do quartel.Mas isso só o Martins é que pode confirmar a veracidade da história.

             Um abraço.