sábado, 23 de abril de 2016


ZÉ  "LAVADEIRO"


Os lavadeiros tiveram um papel importante nas nossas vidas durante a nossa comissão. A eles confiávamos as nossas roupas para serem tratadas. Houve alguns que pelo cuidado e responsabilidade sobrepunham-se a outros. É o caso do Zé, recordo-me bem dele. Além da sua competência, tinha um sentido, bastante elevado, de reconhecimento dos seus clientes, diferenciando-os pelos seus postos, logo das suas possibilidades monetárias. Assim, a sua tabela de preços variava: 80.00 (Escudos) para Oficiais, 60.00 para Sargentos e 40.00 para os Praças. Por esta, e outras, suas atitudes mereceu, sempre, o respeito de todos nós.

O "Zé"


(Foto enviada por Xavier) 

sexta-feira, 22 de abril de 2016


04 - AGOSTO -1971

Nesta data realizou-se, no complexo desportivo de Saurimo, um encontro de futebol em que se defrontaram as equipes do Batalhão e do Pelotão de Apoio Direto 2145. Do resultado final não há memória, fica, no entanto, o registo. A seguir foto da nossa formação.

Em cima: Santos, Raul, Xavier, Ilídio, Maia, Oliveira e Mota
    Em baixo: Cunha, Caldas, Armindo, "Pop" e Adrião
    

quarta-feira, 20 de abril de 2016



PELOTÃO DE SAPADORES

Mais uma foto deste Pelotão


Foto enviada por Xavier (Ex Furriel)

sexta-feira, 15 de abril de 2016



NORATLAS  (NORD)


Estes aviões conhecidos como "Barrigas de Ginguba", sobrevoavam Henrique de Carvalho, muitas vezes, durante a nossa presença nessa cidade. Quando os víamos, desde logo, ficávamos à espera do correio que ele normalmente transportava.
Estes aparelhos pertenciam à Força Aérea de Portugal e começaram a chegar à mesma a partir de 1960. Havia dois modelos: o 2501 sem reatores e o 2502 com reatores. Tiveram um desempenho importante nas várias frentes militares, e nas lutas travadas contra os movimentos pró-independência das então nossas províncias ultramarinas.  
Operavam em qualquer pista, mesmo nas mais curtas, ou até improvisadas. Eram utilizados para transportar carga, veículos terrestres, movimentar tropa e civis, lançar Pára-quedistas em operações, lançamento de víveres, equipamentos, etc. etc.
Em Angola o seu primeiro voo foi entre Luanda e Henrique de Carvalho.


quarta-feira, 13 de abril de 2016



PLACA INFORMATIVA

Ao chegarmos à entrada da cidade deparávamo-nos com esta placa, informando que a partir dela estávamos em Henrique de Carvalho. Pode-se ver nela as inicias da JAEA (Junta Autónoma das Estradas de Angola).



Foto de 1971 - Companhia de Caçadores 2505
KUBATA


Este é o nome de um mítico Restaurante-Bar de Henrique de Carvalho nos anos que passamos nesta cidade. Pertencia à família Barreiros e por lá todos os militares passaram bons momentos. Era praticamente frequentado só por militares, que faziam dele, muitas vezes, o seu segundo refeitório. Comia-se mal, mesmo muito mal, no do quartel e quem tinha possibilidades por lá aparecia para fazer as suas refeições. Os proprietários eram bastante simpáticos e sempre dispostos a colaborar com todos que por lá paravam, ao ponto de quando não havia dinheiro facilitar até o haver.
Recordo-me que à data da nossa chegada era frequentado, praticamente, só por civis. Eu, Carlos Amaral e o Zé Henriques fomos lá logo nos primeiros dias, acompanhados de um cripto que já se encontrava no quartel, suponho que pertencia à Companhia 206, era o Moura, natural de Crestuma, Vila Nova de Gaia, que embora seja da minha zona nunca o encontrei por cá. O ambiente que lá encontramos era um pouco cinzento comparando com aquele que mais tarde se vivia por lá. Tinha uma boa esplanada, julgo que a melhor dos estabelecimentos do género da cidade.

Restaurante-Bar "Kubata"

terça-feira, 12 de abril de 2016


O NOSSO QUARTEL  (II)

Em tempos apresentamos uma foto, aérea, do nosso quartel, esta mostra-nos a sua frontaria, sendo visível a porta de armas e os torreões que a ladeavam.


Foto de José Bernardo